Notícia

CONTABILIDADE INTERNACIONAL - IFRS

Com a globalização das empresas foi surgindo a necessidade de criar um padrão internacional de contabilidade para que todos pudessem ter a mesma linguagem. Atualmente possuímos dois padrões mais conhecidos que é o padrão americano US GAAP (antigo padrão adotado pelo Brasil) e o padrão IFRS.
Apesar de ser um impacto a adoção das IFRS, elas mostram uma nova forma de fazer contabilidade, essa inovação traz grandes melhorias. As normas vieram com o intuito de simplificar e trazer mais clareza nas informações, para que a empresa possa ter uma base confiável para tomada de decisão.

NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE NO BRASIL

No Brasil, as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) foram adotadas a partir de 2008, com a promulgação da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007. As normas trouxeram várias novidades, mas entre elas a principal mudança foi que a prática contábil brasileira passa a estar mais baseada na interpretação dos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), pois antes era baseado na aplicação de regras.

Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB, e agora também implementadas no Brasil pelo CPC, pelo CFC e pela CVM, têm como características básicas:


  • São baseadas muito mais em princípios do que em regras;

  • São baseadas na Prevalência da Essência sobre a Forma;

  • São muito mais importantes os conceitos de controle, de obtenção de benefícios e de incoerência em riscos do que a propriedade jurídica para registro de ativos, passivos, receitas e despesas;


Algumas mudanças ocorridas por meio das normas Internacionais de Contabilidade através da 11.638/07 e Lei 11.941/09:


  • Substituição da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC). Para as companhias abertas a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) torna-se obrigatória;

  • O Ativo que antes era subdividido em três grupos de contas: Circulante, Realizável a Longo Prazo e Permanente, após alterações na Lei 6.404/76, pela Lei 11.941/09 passou a ser subdividido em apenas dois grupos: Circulante e Não Circulante; Ativo Permanente foi extinto, antes era subdividido em Investimento, Imobilizado e Diferido;

  • O Passivo era dividido em Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo, e agora está dividido em Passivo Circulante e Passivo Não Circulante; Patrimônio Líquido ficou dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.


Na Demonstração de Resultado (DR), houve a alteração na estrutura da demonstração que deverá começar pela Receita Líquida (antes iniciava com a receita bruta); Alteração na classificação em Despesas Não Operacionais e Receitas Não Operacionais na Demonstração de Resultado, que agora serão consideradas como Outras Receitas e Outras Despesas Operacionais.